Dia 23/07/2013 – 23,00 hs.
Não sei porque não consigo dormir.
Saio para o terraço de meu apartamento.
Um céu escuro, nublado, venta frio e uma chuva miúda molha
insistentemente a paisagem lá embaixo.
Debruço-me sobre a grade de ferro que me impede que caia da
altura de vinte andares e observo…….
Sombras escuras se recortam no negro da noite.
São vultos que quase flutuam se escondendo entre as árvores
de um pequeno parque ali existente.
Se esgueiram por detrás dos bancos de madeira, entre os
tronco de árvores se espremendo entre os edifícios.
Um velho cão arrastando uma das patas feridas se aventura na
noite triste.
Quase ouço seu lamento dolorido a cada passo que dá.
Bruscamente uma das sombras se lança sobre o animal e suga
seu sofrimento, sua agonia.
O animal se senta na calçada molhada e lança no ar um uivo longo e
apavorante.
Um carro corta a rua suja em alta velocidade o cachorro se
assusta e corre desesperado entre as árvores.
As sombras, agora alvoroçadas, avançam
até ele…..
Aterrorizado volto para dentro do apartamento buscando
auxilio num longo gole de vodka.
A bebida me aquece.
Procuro o abrigo das cobertas de minha cama procurando o
esquecimento no sono reparador.
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